segunda-feira, 1 de abril de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Jovelina: PÉROLA NEGRA ...
Jovelina
Pérola Negra é um típico exemplo de como o talento e a insistência conseguiu
superar o preconceito e a ignorância.
Numa sociedade machista, ainda marcada pela segregação social e racial
Jovelina, negra suburbana de Belford Roxo (Baixada Fluminense), conseguiu
alcançar o auge artístico sem abrir mão de suas origens, cantando seu povo e
sua história.
Assim como
tantos outros sambistas, e diferentemente de outras cantoras de classes sociais
menos desprivilegiadas, Perola Negra, até alcançar a fama, teve uma vida
simples e humilde, trabalhando de empregada doméstica, lavadeira e vendedora.
Nesta fase integrou a ala das Baianas da Império Serrano.
Mas foi nas
rodas de pagode, de um novo movimento de samba que passava a dominar o subúrbio
do Rio de Janeiro, que Jovelina se destacará. Foi a partir das Rodas de Samba
do Cacique de Ramos, dos Pagodes que introduziam uma nova sonoridade, sem
perder a essência rítmica e melódica do passado, que Jovelina passa a se
destacar como grande cantora, partideira e versadora. Dona de uma voz potente e
invejável, Jovelina fazia muito malandro pensar duas vezes antes de disputar um
verso: “na lei do pagode só versa quem pode quem sabe somar e não subtrair”.
Jovelina passa
a ser reconhecida pela grande mídia em 1985, ao participar de uma coletânea
(Raça Brasileira), que tinha o propósito de lançar novos nomes do samba (Zeca
Pagodinho e Mauro Diniz). Até 1998, ano de seu falecimento, Pérola Negra
colecionou inúmeros sucessos, se tornando uma das principais vozes do Samba da
época. Dentre estes, dois sambas foram consagrados, se tornando essenciais em
qualquer “roda de malandro”: Bagaço da Laranja, Sorriso Aberto.
Este último
samba, em particular, é o que melhor retrata a vida de Jovelina. Apesar de
todos os preconceitos vividos em sua vida, impõe-se a necessidade de manter
firma (balança mas não cai), com sorriso aberto, tendo o samba pra nos
confortar, mas sem perder o senso crítico, e o desejo de mudança, pra nivelar a
vida em auto astral.
Nada mais
justo que homenageá-la. Num mês marcado pela intensificação das reflexões sobre o papel da mulher nesta sociedade (que jamais
deve-se resumir apenas a este mês), o Projeto de Samba Sibipiruna tem a honra
cantar Jovelina.
O Convite
Está Feito: dia 03 de março de 2013, a partir das 15 horas, no Bar Esquina 108
(Julia Leite de Barros). É só chegar ...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Um pouco da história do samba-enredo carioca
Rio de
Janeiro, início do século XX. No princípio, era o samba. E o carnaval. Um, amaxixado,
de Donga, Sinhô, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, João da Baiana e tantos
outros bambas. O outro, com seus Blocos, Ranchos, Sociedades...
No fim da
década de 20, vieram as primeiras escolas de samba, com seu cortejo que
necessitava de um ritmo mais apropriado do que o usual, geralmente ouvido nos
blocos, pra se desfilar cantando e dançando. Ismael Silva disse: “o estilo não
dava pra andar. (...) O samba era assim: tan
tantan tan tan tantan. Não dava. Como é que um bloco ia andar assim na rua?
Aí, a gente começou a fazer um samba assim: bum
bum paticumbumprugurundum”. E foi ao som deste ritmo mais “andável” (na
falta de uma palavra melhor!) que nasceu o samba-enredo.
As
escolas se apresentavam na Praça Onze e em visitas a suas coirmãs, e já
existiam competições entre sambistas, mas começaram a ganhar destaque ao
despertar interesse da imprensa. Em 1932, o jornal Mundo Sportivo promoveu um concurso entre as escolas, por sugestão
de seu diretor e proprietário, Mário Filho. Em 1934, as escolas de samba passam
a fazer parte do carnaval oficial da cidade, recebendo subvenção solicitada
pela União das Escolas de Samba, entidade representativa das mesmas - fundada
neste mesmo ano.
Em suas
primeiras aparições, o que viria a ser o samba-enredo se parecia com o que se
vê nos sambas de partido alto: o povo ia cantando em coro a primeira parte e na
segunda parte havia improvisação, os compositores “repenteando” na avenida. Geralmente,
apresentava-se mais de um samba, de autoria coletiva, sem a menor obrigatoriedade
de atrelar-se a um tema. Por isso, sequer tinha este nome, samba-enredo.
Apontar
o primeiro samba relacionado a um enredo é uma dura missão, a discussão é
polêmica Há vários exemplos ao longo da década de 30 que relacionaram, direta
ou indiretamente, a música ao tema apresentado: em 1933 temos “Homenagem”,
de Carlos Cachaça, da Mangueira e “O mundo do samba”, de Leandro Chagas,
da Unidos da Tijuca; “Teste ao samba”, de Paulo da
Portela, possivelmente apresentado em 1934; “Paz universal”, de Silas
de Oliveira e Mano Décio da Viola, cantado pelo Império Serrano em 1946. Silas
de Oliveira disse ter sido este o primeiro samba composto especialmente para um
enredo pré-estabelecido, uma vez que outras escolas, apesar de terem sambas
relacionados a seu enredo, desfilavam com seus sambas de terreiro. O certo é
que esta relação samba e enredo se consolidou no fim da década de 40, e passa a
ser oficial no regulamento de 1952.
O regulamento
dos desfiles também orientava a feitura do samba-enredo. Desde 1946 havia
perdido seu caráter improvisado, e apesar de estar presente já nos primeiros
desfiles, a temática nacional passa a ser obrigatória no regulamento da
prefeitura em 1947. Essa obrigatoriedade
do caráter nacional parece ter acontecido primeiro nas próprias escolas, cuja entidade
representativa já em 1939 colocou em seu regimento a proibição de “histórias
internacionais em sonhos ou imaginação”.
Na década de
50 passou a ser comum um tipo de samba-enredo que ficou conhecido como lençol: discorria sobre um tema
histórico com riqueza de detalhes, com datas e nomes completos e tinha como
característica básica sua extensão, alguns apresentando 45 versos. O autor que
mais se destacou neste estilo foi Silas de Oliveira, do Império Serrano,
apontado por muitos como fixador deste modelo. Alguns exemplos clássicos do
estilo: “Sessenta e um anos de República” (1951), “Aquarela brasileira”
(1964), “Cinco bailes da história do Rio” (1965), do Império Serrano; “Epopeia
do samba” (1955) e “Chica da Silva” (1955), ambos do Salgueiro.
Este modelo perdurou pelas décadas de 50 e 60.
Na década de
60 iniciou-se um processo que atingiu paulatinamente todas as escolas: ganha
voz e espaço a figura do carnavalesco, geralmente um elementos extra-comunidade,
fato que mudou a concepção estética do desfile, transformou seu aspecto
plástico. Como era de se esperar, a música oficial da festa também acompanhou
estas mudanças.
Foi através da
influência desse elemento estranho à comunidade que a temática negra ganhou
espaço no cenário das escolas. Fernando Pamplona, artista plástico convidado
pelo Salgueiro, apresenta uma sequência de desfiles que retoma a história do
negro, com “Zumbi dos Palmares” (1960), “Chica da Silva” (1963) e
“Chico
Rei” (1964).
Seguindo a
trilha de Fernando Pamplona, seu discípulo Joãosinho Trinta inaugurou, no carnaval
de 1974, uma prática que veio a ser incorporada ao samba-enredo ao longo do
tempo: as temáticas oníricas. O enredo era: “O Rei de França na Ilha de
Assombração”, contando algumas lendas do Maranhão e o sonho de Luís
XIII de França que imaginou como seriam as terras a serem invadidas. E o
Salgueiro sagrou-se campeão com os delírios de João. No ano seguinte, Joãosinho
levaria o Salgueiro mais uma vez ao campeonato, com o enredo “O segredo das minas
do Rei Salomão”, e com ele introduziu um costume execrado por muitos: a
montagem do samba-enredo a partir da junção de partes de sambas diferentes. O
samba costumava ser escolhido pela preferência da escola, principalmente por
suas pastoras, mas ao longo do tempo, sua escolha passou a ser feita através de
concursos internos.
Até então,
existia um consenso sobre quais seriam as maiores escolas de samba: Mangueira,
Portela, Império Serrano e Salgueiro, conhecidas como superescolas, pois estavam
sempre entre as primeiras colocadas. E é mais uma vez Joãosinho Trinta que
modifica o cenário: em 1976, traz para este grupo seleto uma escola considerada
média, a Beija-flor de Nilópolis. Seu enredo “Sonhar com rei dá leão”
falava sobre o jogo do bicho, mais uma inovação temática.
O jogo do
bicho já tinha uma relação de mecenato com as escolas de samba, mas esta se
estreita neste período. Isto, somado junto à ação do carnavalesco, contribuiu
para uma mudança de foco do carnaval, trazendo para o desfile características
de show business, como por exemplo, a crescente grandiosidade e a verticalização
dos carros alegóricos.
Junto ao
processo de consolidação do mercado de bens culturais, iniciado na década de 60
no Brasil, as escolas de samba começaram a ter um público mais amplo, ganhando
destaque na programação turística do Rio de Janeiro, com ampla cobertura da
imprensa escrita e televisiva. Este crescimento também fez com que cada vez
mais houvesse pressão por parte das escolas pela construção de um espaço
exclusivo para o desfile, que de tempos em tempos mudava de endereço.
O samba-enredo
não era um produto de grande destaque na indústria fonográfica. Houve gravações
eventuais, geralmente sambas das quatro grandes (Mangueira, Portela, Império
Serrano e Salgueiro) ou discos temáticos de uma escola, até 1968. Este ano
marcou o surgimento de registros mais organizados de sambas-enredo: o primeiro,
não comercial, feito pelo Museu da Imagem e do Som, com os sambas das escolas
participantes do primeiro grupo; o segundo, comercial, feito pela gravadora
DiscNews, gravado ao vivo na quadra das escolas, intitulado “Festival de sambas Vol I" Mas a
chancela oficial das escolas só aparece em 1970, quando são lançados pelo selo
AESEG, associação representativa das mesmas, os discos do primeiro e do segundo
grupos, pela gravadora Caravelle. O interessante é que neste ano também houve o
lançamento de “Festival de sambas Vol.
III”, e só ouvindo os três discos era possível compor o panorama dos sambas
daquele carnaval. Deste momento em diante, o LP dos sambas-enredo foi um dos
mais tocados nas emissoras de rádio e um dos mais vendidos no Brasil.
Isto
repercutiu na maneira de fazer o samba-enredo, acompanhando a evolução dos
desfiles de uma ordem artesanal pra uma industrial. Curiosamente, foi neste
momento que algumas escolas acabaram retomando a forma mais simples e original
do samba-enredo. Isto pode ser visto, por exemplo, em “Festa para um rei negro”
(Salgueiro – 1971), que tem forma A /B (refrão/estrofe), rompendo com a
tradição dos sambas tipo lençol, estilo problemático para divulgação
radiofônica por seu caráter longo.
Ao longo da
década de oitenta, a venda dos discos de samba-enredo ultrapassava facilmente a
marca de um milhão de cópias, mas a partir de 1993, as vendas começaram a cair.
Neste período consolidaram-se várias características musicais que podemos ver
até hoje no samba-enredo: a aceleração do andamento, a marcialização do aspecto
rítmico, o aparecimento de harmonias mais sofisticadas, mas o aspecto que mais
chama a atenção é o da forma. O estilo lençol deu lugar a uma forma quase
padronizada, recorrentemente A/B/C/D ou A/B/C/D/E, ordenada de forma cíclica. E
apesar de ainda termos hoje sambas lindos e memoráveis, não dá pra não notar a semelhança
entre vários deles...
É certo que a
escola de samba e o samba-enredo hoje possuem um caráter industrial, mas também
é certo que este processo não ocorreu sem a reflexão das próprias escolas sobre
ele. Já foi cantado na avenida... No famoso “Bumbumpaticumbum Prugurundum”:
super escola de samba S.A./ super
alegoria/ escondendo gente bamba/ que covardia (Império Serrano - 1982) e
em “O
samba sambou”: o mestre-sala foi
parar em outra escola/ carregado por cartolas do poder de quem dá mais/ e o puxador
vendeu seu passe novamente/ quem diria, minha gente/ vejam o que o dinheiro faz/
é fantástico/ virou Hollywood isto aqui/ luzes, câmeras e som/ mil artistas na
Sapucaí. (São Clemente - 1990).
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Sambista do asfalto, João Nogueira
Tornou-se poeta após um
beijo na boca. E tinha na boca os versos de encantar nossos corações.
João Nogueira, carioca e
sambista veio ao mundo no dia 12 de novembro de 1941 e trouxe a beleza com os
seus versos e sambas que contam sobre os amores perdidos, sobre os abandonos
dilacerantes, cantava as esperanças e as lutas das nossas vidas e declamava o
cotidiano que nos engole.
Cronista da alma humana desde
menino conviveu com o samba, seu pai João Batista Nogueira fora violonista e tocava
junto com o Pixinguinha. João teve seu primeiro compacto gravado em 1972,
período também que entrou para a ala dos compositores da Portela.
No final da década de 70,
em 1979, criou o “Clube do Samba” com sede em sua própria casa, nesse grupo
encontramos grandes nomes dos sambistas e compositores como Martinho da Vila,
Clara Nunes, Beth Carvalhos entre muitos.
João se foi no dia 5 de junho de 2000, morreu do coração, deixando
naquele peito calado um bocado de verso.Dia 06/01/2013, primeiro domingo do ano, o Sibipiruna vai homenagear o sambista do asfalto, João Nogueira
| Marcílio, meu pai |
Obrigado João Nogueira
por tão belas palavras que tenho certeza que assim como eu muitos se
identificam com tão bela música.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Na minha casa todo mundo é bamba! Todo mundo bebe, todo mundo samba!
Por Thiago Fernandes Franco: Peixe.
Madalena do Jucu é sem dúvida uma das minhas mais remotas memórias musicais. Eu não devia ter cinco anos quando já sabia a letra inteira e passava o dia a cantá-la mais minha irmã, aprendendo que apesar de toda a cagação de regra dos nossos pais, eles passaram pelas mesmas coisas, viveram os mesmos amores e cometeram os mesmo erros que nós viríamos – muitos anos depois – a cometer. Pode soar estranho, mas esse fatalismo era muito confortante e marcou definitivamente o meu modo de sentir e o de pensar. Acho que não seria exagero, mesmo, creditar o meu profundo desacordo com as relações de autoridade a esta potente memória musical que desde então me acompanha.
Ao lado de Vinícius, Chico e Adoniran, Martinho da Vila compõe a santíssima trindade daqueles que partilharam todo o meu processo educacional com a minha família, tanto quanto com os meus amigos e com os meus professores. Foi com eles todos que aprendi a viver as coisas. E cumpre ressaltar que o Martinho sempre foi bastante diferente dos outros três, e é mesmo com muita forçação de barra que se forma essa “trindade”. Mais ou menos aquela forçação de barra com que o povo do além-mar precisou se virar pelas bandas do lado de cá, naquele tal de sincretismo que o Martinho cantou desde sempre com aquele seu jeito desapressado... com aquela cadência lenta... com aquele jeito simples e natural de cantar como se o samba viesse de dentro do coração com toda a sua verdade.
Aquele coro em resposta daquelas moças negras – que depois descobri suas filhas; aquela pimenta toda especial daqueles sambas abaianados; aqueles sambas de roda, de enredo (Sambar na avenida de azul e branco é o nosso papel, mostrando pro povo que o berço do samba é lá em Vila Isabel)... pagodes... aqueles calangos da zona rural fluminense tocados com sanfona e contrabaixo... que não se sabe se é mais samba ou mais baião, mas que é só botar as mãos nas cadeiras e sair dançando... Cagando e andando pros rótulos...
E aqueles sambas de amor, sensuais, viscerais, dilacerantes... que de tanto ouvir já parece que já se viveu.. e que quando se vive parece que já é mais fácil de suportar...
Aquela batucada da umbanda, do candomblé e da macumba com galinha preta e azeite de dendê... Aqueles sinos da igrejinha a fazer belémbléblam.
Toda aquela força da negritude que se afirma do alto da sua pureza, sem revanchismo, com toda a sua verdade e a sua potência que somente na adolescência eu fui descobrir em bambas do calibre de Zé Keti, Luis Carlos da(s) Vila(s) e toda a gente da Quilombo comandada pela altivez do Mestre Candeia.
Aquele modo tão simples e tão forte. Aquela Pretinhosidade – pra ficar tudo em casa de bamba mais uma vez.
O primeiro sambista a cravar um milhão de cópias – ainda por cima num disco feito todo de improviso... Na época eu conhecia apenas uma cópia de cassete que o Tio Mário – muito antes de me levar ao Canecão cantar junto com o Martinho – gravara para o meu pai. Provavelmente sem saber o quanto tudo isso viria a nos aproximar bem mais no futuro.
Não pretendo me estender sobre aquela sacanagem toda de que o Martinho é um vendido porque supostamente comercial de tão tocado. Vou reproduzir noutro poste um artigo do Cabral para o Pasquim no qual ele fala tudo o que eu tenho a falar sobre essa gente babaca que não critica a desigualdade nem os pressupostos de uma sociedade a cada dia mais desigual e mais babaca, mas que olha com olhos de desprezo qualquer ascensão social de qualquer preto.
Dizem que eu sou um burguês muito privilegiado...mas burgueses são vocês... eu não passo de um pobre coitado, mas quem quiser ser como eu vai ter é que penar um bocado.
Pra voltar ao que é gostoso, ao que o samba é na sua forma mais porreta, naquele ensinamento coletivo que educa porque partilha e que comunga porque caleja... Nunca é demais lembrar o grande ensinamento que o mestre cantou menos do que viveu: É devagar, é devagar, é devagar é devagar devagarinho... Devagarinho é que a gente chega lá, se você não acredita você pode tropeçar.
E termino cá com as risadas compulsivas das minhas filhas toda vez que eu canto essa pequena fábula em que o dedão xinga o cara... lição de vida.
Como aprendi com papai, na minha casa, todo mundo é bamba, todo mundo bebe, todo mundo samba.
Viva o Martinho da Vila, o pai da Alegria!
Viva o samba e viva a batucada que sempre será dessa gente de cor e de quem mais souber chegar.
E viva a criançada porque o tal do samba fica muito mais bunito na rua do que em qualquer museu.
"Canta Canta, minha Gente
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar"
No Dia Nacional do Samba (02/12/2012) o Projeto de Samba Sipipiruna terá o orgulho de homenagear este grande baluarte do samba, Martinho da Vila, a partir das 15 horas, no Bar Esquina 108.
É só chegar !!!!!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Salve o Samba! Queremos Samba!
Novembro de 1999. Há treze anos, despedia-se do palco da vida Zé Keti da Portela. Autor de clássicos da música popular brasileira, como A Voz do Morro ("Eu sou o Samba/ a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor"), Máscara Negra ("Quanto riso, ó, quanta alegria/ mais de mil palhaços no salão"), dentre inúmeros outros, ingressou na Ala de Compositores da Portela na década de 1940, conquistando grande respeito e admiração. Apesar do estrelato, era alheio à própria fama, graças ao jeito recatado, quase tímido, que desde a infância lhe rendera o apelido - "zé quieto", "zé quietinho", não era muito chegado a exibicionismos e vaidade excessiva.
Ligado às questões sociais, como se percebe em Acender as Velas ("O doutor chegou tarde demais/ porque, no morro,/ não tem automóvel pra subir,/ não tem telefone pra chamar/ e não tem beleza pra se ver/ e a gente morre sem querer morrer"), 400 anos de favela ("barracão de zinco perfurado/ quando chove, durmo no molhado") ou ainda a subversiva Opinião ("podem me prender, podem me bater,/ podem até deixar-me sem comer"), cujo título batizou um espetáculo de grande repercussão, recém instaurada a ditadura militar de 1964.
Lembro-me da notícia sobre seu falecimento, um coro de muitas pessoas cantando músicas de sua autoria, numa despedida muito emocionante. O coro, desta vez, é por nossa conta: No dia 04/11/12, o Projeto de Samba Sibipiruna fará homenagem a Zé Keti da Portela. Venha somar, a partir das 15h, na Rua Julia Leite de Barros, 108, Barão Geraldo, Campinas. Quem está pedindo é a voz do povo de um país.
Lembro-me da notícia sobre seu falecimento, um coro de muitas pessoas cantando músicas de sua autoria, numa despedida muito emocionante. O coro, desta vez, é por nossa conta: No dia 04/11/12, o Projeto de Samba Sibipiruna fará homenagem a Zé Keti da Portela. Venha somar, a partir das 15h, na Rua Julia Leite de Barros, 108, Barão Geraldo, Campinas. Quem está pedindo é a voz do povo de um país.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Aniversário Sibipiruna
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| Foto de fundação do Projeto de Samba Sibipiruna; Outubro de 2011 |
![]() |
| Dezembro de 2011, Foto: Karina Kaká |
O samba é meu dom...
Num domingo ensolarado à sombra da Sibipiruna, bambas
sedentos ousaram levar os seus instrumentos e desfrutar do samba.... e a sede é
tanta, que então, na companhia dessa mesma sombra, nasce o Projeto de Samba Sibipiruna.
Encontro mensal que vem crescendo e unindo sambistas assim
como a árvore Sibipiruna cresce e nos presenteia com a suas folhas, flores,
cores e sombra; uma roda que reúne felicidade, amores, amizades e muito samba
com compositores, com homenageados – bambas que fizeram do samba a sua morada –
e a grande roda de samba.
Um ano de couro comendo na batucada passou pelo repique do
tamborim e estamos juntos a comemorar essa deliciosa roda que nos une e a
homenagear os compositores que floriram os encontros com os seus sambas.
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